Vamos lá!
dedico-me à troca de pensamentos como às pessoas que amo
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Inicio das aulas de 2022
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
Fechando finalmente ano letivo de 2020!
Amores, estou exausta mas feliz!
Vários alunos que tinham sumido ao longo do ano apareceram nesse final e conseguiram recuperar. Entendo que em geral é melhor passar do que reprovar de ano. Estamos sempre aprendendo e o que aprendemos ninguém nos tira.
Esse ano foi muito difícil, mas aprendi a ser mais gentil comigo e com os outros, menos controladora, a buscar mais uma sabedoria conectada com o universo. Pude apoiar vários projetos e pessoas sem ser sempre a protagonista. Isso é muito gostoso: ver as coisas fluindo com a participação de mais sujeitos. A COPAFREIRE foi o maior exemplo de que o coletivo sabe mais do que uma só pessoa. Achei que não daria muito certo por conta do final de ano atribulado, mas foi lindo!
Segue os links das gravações da abertura e encerramento dessa semana de confraternização:
Abertura : https://drive.google.com/file/d/1X1Qx3zOrzDzAleUOkJsAKHFq9THIzfl9/view?usp=drivesdk
Gravação do Encerramento da COPAFREIRE: https://drive.google.com/file/d/1Xc1oYGWLfCP1TngvJm0LPZYSanXxnmGU/view?usp=sharing
As gravações dos jogos estou sem, mas foram muito legais. O que eu mais gostei foi o Show do Freirão, pois sinto que todos aprendemos muito! Pretendemos repetir nos próximos anos.
TABELA COM AS EQUIPES E RESULTADOS NAS DIFERENTES MODALIDADES:
| EQUIPE | VÍDEO | LOGO | XADREZ | GARTIC | SHOW DO FREIRÃO | LOL | TOTAL | CLASSIFICAÇÃO |
| BRASÍLIA | 0 | 500 | 0 | 0 | 0 | 0 | 500 | 14° |
| SUIÇA | 0 | 0 | 0 | 150 | 400 | 100 | 650 | 13° |
| COBRA KAI | 0 | 500 | 100 | 100 | 100 | 100 | 900 | 12° |
| REDBULL BRASIL | 400 | 500 | 100 | 100 | 200 | 0 | 1300 | 11° |
| SUIÇA | 0 | 500 | 300 | 100 | 100 | 300 | 1300 | 11° |
| BRASIL | 0 | 500 | 200 | 200 | 200 | 500 | 1600 | 10° |
| COLÔMBIA | 0 | 500 | 0 | 150 | 1000 | 0 | 1650 | 9° |
| LEVEL UP | 500 | 500 | 0 | 500 | 100 | 100 | 1700 | 8° |
| WOLF | 500 | 500 | 400 | 100 | 100 | 100 | 1700 | 7° |
| X FORCE
(DEADPOOL 2) |
500 | 500 | 100 | 0 | 500 | 300 | 1900 | 6° |
| ARGENTINA | 500 | 500 | 100 | 150 | 400 | 400 | 2050 | 5° |
| NAURU | 500 | 400 | 100 | 100 | 1000 | 0 | 2100 | 4° |
| ESPARTANOS | 500 | 500 | 500 | 100 | 100 | 400 | 2100 | 3° |
| NIGELÔMBIA | 500 | 500 | 100 | 300 | 500 | 300 | 2200 | 2° |
| THE POWERPUFF GIRLS | 500 | 500 | 0 | 400 | 1000 | 0 | 2400 | 1° |
LISTA DAS MEDALHAS:
| Modalidade | ouro | prata | bronze |
| XADREZ | EDUARDO SCARDUA 3ºD | ALEX BRAZ 2ºE | LEONARDO SILVA 1ºC |
| GARTIC | Ana Luísa 3oB | Mariana Rodrigues 2oA | Alyne Ferreira 3oF |
| Esther Ruth 3oB | Sofia Tavares 2oA | Yan S. Torres 3oF | |
| Beatriz Pereira 3oB | Márcia Maria 2oA | Brunna Messias 3oF | |
| Pietra Martins 3oB | Kethelyn Julie 3oF | ||
| Isadora Ribeiro 3oB | |||
| SHOW DO FREIRÃO | MARIANA RODRIGUES DA SILVA2°A | ANDYARA 1oE | BEATRIZ PEREIRA CARDOSO MIRANDA 2oG |
| ANA FLAVIA PEREIRA MELLO 2oB | CARLOS 1oB | PAMELA VIEIRA DE SOUZA 2oG | |
| CARLA CRISTINA RODRIGUES LISBOA 2oB | EDUARDO 1oA | KAYLANE DI PIETRO VIEIRA MAFRA 2oG | |
| JULIA ROCHA FORTUNATO 2oB | ANA LAURA R. OLIVEIRA ROCHEDO 3oF | PAULO SERGIO DIAS VIEIRA 2oG | |
| ANA BEATRIZ G. MACHADO 3oA | GABRIELA DE SOUZA BERNARDO 3oF | ALESSANDRA RIBEIRO DA SILVA 2oC | |
| ARTUR ANDRADE NAVES 3oA | PEDRO VITOR GONÇALVES PEREIRA 3oF | GUILHERME MACHADO BARBOSA 2oC | |
| GEOVANNA B. DE ARAUJO 3oA | JULIA GABRIELLA DE PAULA SANTOS 2oC | ||
| LUCAS ARAÚJO RIOS 2oC | |||
| NATALLY RIBEIRO SAMPAIO 2oC | |||
| PHILIPE DOS SANTOS MAGALHAES 2oC | |||
| LOL | CAUÊ 3ºC | PEDRO FAUSTINO 3ºD | EDUARDO 1ºA |
| JOÃO PEDRO 3ºC | FERNANDA GEOVANA 3ºD | YURI 1ºA | |
| CRISTIAN 3ºC | GUILHERME MACHADO 2ºC | CARLOS EDUARDO 1ºB | |
| HALRISSON 3ºC | DANIEL FRAGOSO 2ºC | ANDYARA 1ºE | |
| LAURA 3ºC | ELOISA PARAGUASSU 3ºF | VITOR 1ºC |
A entrega das medalhas foram e serão feitas pela direção na escola. Os lanches sorteados para as equipes vencedoras, foram encomendados pelos professores. Cada um ficou responsável por estudantes que morava mais próximo da sua casa. A maioria conseguiu tele entrega, mas dois tivemos que fazer pessoalmente:
Achei emocionante ver o envolvimento dos estudantes nessa reta final, inclusive daqueles com menos acesso. O comitê estudantil teve um papel importante nisso e assim também tiveram um lanche sorteado:
| 1- Rafaella Porto Guedes 2E | |||
| 2- Miguel Guimarães Anselmo 3° ano D | |||
| 3- Pâmela Vieira de Souza-2ºG | |||
| 4- Renan de Sousa Rocha - 3° F | |||
| 5 -Nathielle Lourenço 2°C | |||
| 6- Gabriella Karyna - 3°E | |||
| 7- Carlos Eduardo Moura Abe 1°B | |||
| 8- Gabriella Cristina Dutra 3° B | |||
| 9- Ianny Paniago de Marcelo Miranda Teixeira 2D | |||
| 10- Gabrielly 1K | |||
| 11- Anne Yasmin Coêlho Santos 3ºG | |||
| 12- Ana Clara ? | |||
| 13- Thiago ? | |||
| 14- CARLOS EDUARDO 1B | |||
| 15- GABRIEL FREITAS 3C | |||
| 16- EDUARDO 1A |
GRATIDÃO PESSOAL!!
A parte do fechamento das notas, recuperação e conselhos já é realmente desgastante e um tanto frustrante por natureza. Mas foi legal ver muitos "recuperados". No próximo ano esperamos pelo menos fechar presencial com a chegada da vacina!
Boas férias. E nos encontraremos em projetos de 2021!
sábado, 19 de dezembro de 2020
Retrospectiva 2020 e vislumbres do Ano Novo
Amores,
estamos fechando um ano calendário sem o encerramento do ano letivo. É a primeira vez que me acontece isso como professora. Foi realmente um ano muito diferente no qual sofri bastante, mas também aprendi muito. Revendo o vídeo que fizemos para o 2º Fórum de trocas da Secretaria de Educação, percebi o quanto realizamos:
E depois desse vídeo ainda tivemos mais encontros on-line que não apareceram no vídeo, pois ocorreram após a sua confecção:
Foi realmente difícil dialogar com tanto distanciamento, mas os eventos ajudaram a nos aproximar um pouco. Espero que as pesquisas que irão fazer para apresentarem na primeira semana de janeiro (8/01 às 14h) para todas as turmas também empolguem vocês, ajudando no crescimento coletivo. Além disso, desejo que o último evento interdisciplinar que será a COPAFREIRE nos alegre e una mais:
Segue o formulário para cada equipe preencher até dia 4/01/2021. Lembrem que é uma equipe por turma, ou, se tiver poucos alunos interessados nos jogos, podem juntar duas turmas da mesma série. Por favor, só preencham um formulário por equipe! O importante é que participem de maneira organizada para curtirmos, aprendermos juntos. Valerá ponto para diversas disciplinas:
https://forms.gle/2YXWCGSbr3Q8HcrQA
Nos vemos em meets coletivos nos dias 7, 8 e 9 de janeiro! No mais, desejo um Feliz Natal com suas famílias e um ano de 2021 repleto de vida, saúde, alegrias, crescimento, paz e amor para todos nós!
domingo, 18 de outubro de 2020
7 meses de quarentena e o início do 2º semestre letivo
Amores,
sete meses de quarentena e ainda tenho dificuldades para lidar com o medo e a ansiedade. Bom, foram 24 anos dando aulas e eu sempre fui uma pessoa ansiosa, mesmo sendo bastante corajosa. Estamos vivenciando imensa falta de controle sobre as coisa, mas ainda não morreu totalmente minha ilusão acerca de estar no comando. Meu marido e filha pegaram covid, e agora provavelmente um ex-aluno que mora conosco também. Reagiram bem à infecção, mas a angústia ficou bastante tempo impregnada no meu corpo e está bem expressa na minha pele. Eu mesma não peguei esse vírus, mesmo cuidando de todos. Talvez seja porque desenvolvi uma resistência cruzada pelas 3 dengues que tive (tem um pesquisador inferindo sobre essa relação). O fato é que sabemos pouco como lidar com a pandemia e estamos aprendendo a nos reorganizar frente a inusitados desafios.
Trocar ideias sobre nossas vivências nos empodera, pois ajuda a refletirmos sobre nossa situação compreendendo melhor quem está em nossa volta. As primeiras atividades do semestre foram nesse sentido: potencializar trocas e autoconhecimento. Estamos focando na formação da identidade pessoal e coletiva na relação indivíduo/ sociedade. Estamos trabalhando com documentos de produção coletiva em cada turma, de modo a simular um pouco o diálogo em sala de aula. Nos meets apliquei a tecnologia do Círculo de Solidariedade Social desenvolvida pela teoria U para esta quarentena. Ontem fizemos um debate interdisciplinar sobre a obra do PAS " Aos olhos de uma criança". Gostei do resultados de todas essas atividades. Mesmo não sendo a maioria que participa, até por conta de questões tecnológicas, sinto que essas dinâmicas nos fortalecem, pois estimulam nossas redes de apoio. Além disso, facilitam a percepção de que nossos problemas transcendem nossa individualidade, tendo ressonância e raízes em todo um processo mais amplo, coletivo e complexo. Nos ajuda a desenvolver nossa Imaginação Sociológica (texto que trabalharemos nesta semana).
Para termos um bom semestre letivo precisamos estar motivados à troca e ao aprendizado. Mas como se manter a motivação diante de situações incertas e com isolamento? Existem dicas científicas dadas em uma série do Netflix chamada "Eu e o Universo", no capítulo motivação. Mas também posso compartilhar outras coisa que têm me ajudado. Para começar, diálogos e arte me energizam bastante. Meditar, contemplar, ler e escrever também... Cada um tem algo que faz bem, ou que se sente seguro. Acionar esses recursos constantemente é como respirar. Abaixo segue materiais que me inspiraram neste mês e compartilho com amor para fortalecer nosso vínculo e caminhada:
terça-feira, 22 de setembro de 2020
6 meses de quarentena e fechamento do semestre.
Hoje é equinócio de primavera, amanhã aniversário do meu filho mais velho. Chuva, flores e frutos. Última semana de aulas do 1º semestre. Momento de autoavaliação e renovação.
Este foi realmente um dos semestres mais desafiadores da minha carreira profissional. Minha experiência de 25 anos de docência me valeram pouco neste período tão conturbado da história mundial. Mesmo assim procurei dar o meu melhor, dentro das minhas possibilidades. Fiz cursos para aprender a lidar tanto com a comunicação digital, quanto com as novas formas de vinculação que deveríamos construir. Li e pesquisei muito, até para aplacar minha ansiedade, medo e tristeza. Aprendi novas tecnologias sociais como a Teoria U, o Dragon Dreaming, o love talk e o círculo de solidariedade social. Mantive projetos e ampliei parcerias. Sofri com a plataforma google e com minha desorganização em casa, mas observei falhas e fui corrigindo. Percebi claramente como sou perfeccionista e controladora. Refleti sobre o mal que isso causa a mim e aos outros. Treinei ser mais leve, presente, amorosa e libertária. Avancei um pouco nesse sentido, mas sei que ainda preciso melhorar muito. Equilibrar responsabilidades (inúmeras por sinal) com fluidez é realmente um desafio. Mas quando a gente para e pensa o que realmente é prioritário (saúde, qualidade de vida, amor, vínculo), conseguimos ter escolhas mais harmoniosas. No próximo semestre pretendo manter as 3 atividades coletivas que fizemos, pois acho que quem participou aprendeu e ampliou sua rede de apoio. Por outro lado, devo trabalhar apenas uma atividade e um material pedagógico por semana, pois achei que sobrecarreguei emocionalmente a vocês e a mim, em um contexto já bastante pesado por si só. Meu erro foi tentar passar tudo o que eu dava em semestres normais, desconsiderando a calamidade em que estamos. As vezes, “menos é mais”. No começo até estava encarando este momento como de aperfeiçoamento pessoal e coletivo. Porém, assim que tive de fechar notas voltei ao modelo tradicional e fiquei em dúvida sobre a efetividade de tudo isso. Lutarei bravamente contra esse sistema neurótico, buscando tecer mais redes de apoio. Também quero ouvir mais vocês para ter soluções melhores, amplas e efetivas. Estamos todos aprendendo e reaprendendo: isso é lindo e o objetivo aqui! Então, assino em baixo das palavras dos poetas:
“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. se não houver flores, valeu a sombra das folhas. se não houver folhas, valeu a intenção das sementes” - Henfil
“De tudo ficaram três coisas...
A
certeza de que estamos começando...
A certeza de que é
preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho
novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma
escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um
encontro!”
Fernando Sabino , O Encontro Marcado.
Espero que tenham aproveitado pelo menos um pouco do que conseguimos fazer neste período. Sempre tenho a sensação de que eu devia ter feito mais, ou faltou algo, independente de ser na quarentena. Quero parar com isso. Quero me sentir caminhando, crescendo, avançando, buscando meu melhor com tranquilidade, curtindo cada passo.
Abaixo segue o MAPA MENTAL do conteúdo do 1º ano, que fiz em parceria com a professora Juliana Bessa . Foi um pedido de estudantes que atendi. Também fiz um áudio explicativo, mas não consegui colocar aqui.
quinta-feira, 13 de agosto de 2020
5 meses de quarentena, meu aniversário, semana do estudante e final do 1º bimestre
Amores,
Hoje faz 5 meses que começou a quarentena. Por coincidência também é meu aniversário de 45 anos. Passei o dia todo corrigindo tarefas para fechar a nota até amanhã, prazo máximo dado pela direção para fechamento do 1º bimestre. Fui meio pega de surpresa. Achei que só fecharíamos as notas no final do semestre, já que ele ficou menor e conturbado. Desde quarta da semana passada estou trabalhando mais para colocar tudo em dia, pois eu fiquei 20 dias mal da dengue e ainda sofro muito para mexer na plataforma. Além disso, quando vocês mandam fotos de escritos no caderno fica muito mais difícil e demorado para corrigir. Estamos todos aprendendo a lidar com a educação remota. Já evolui, mas tenho muito que aprimorar. Sei que vocês estão fazendo o que podem também. Na hora da correção sinto que sou dura, mas alivio ao definir a nota final. Quero mostrar em que devem melhorar, mas sei das inúmeras dificuldades e superações que estão passando, como eu também. Sinto que estou ficando mais sábia, superando antigas neuroses e abrindo espaço efetivo para realizar sonhos e me cuidar. Nesse exato momento estou muito cansada, mas em geral estou fazendo de tudo um pouco com mais leveza do que fazia antes. Espero que consiga passar essa tranquilidade a vocês. Estamos juntos nessa jornada e quero apoiá-los o máximo que eu puder.
Estou terminando de corrigir os exercícios do livro e entrarei na redação final em grupo na sequência. Essas duas atividades foram as que mais valeram até agora, pois leitura e escrita são habilidades básicas para qualquer cidadão. A redação coletiva exige mais recursos acadêmicos e sociais de vocês, me sinalizando de fato o que aprenderam no bimestre a ponto de conseguirem expressar. Essa tarefa parte da temática "A formação dos jovens na atualidade", em homenagem ao dia do estudante (11/8). A ideia é escrever um texto bem articulado, ancorando todo o conteúdo sociológico aprendido na análise da obra do PAS: "Aos olhos de uma Criança" - clipe Emicida.
A música é trilha sonora do filme "O menino e mundo", animação longa metragem brasileira excelente! Não consegui disponibilizar aqui, mas quem conseguir o link pela internet me manda por zap que eu publico.
Nesta sexta às 15h farei um meet de atendimento aos alunos que estão com dúvidas em relação às notas. Minha meta é entregar no grupo de aulas de sociologia as planilhas de notas das turmas até 14h. Na próxima semana teremos conselhos de classe e depois farei reunião on-line com os responsáveis de vocês.
Infelizmente me frustrei na minha meta. Mas escrevi dois textos que vou disponibilizar na plataforma e abaixo, sobre minhas angústias no processo de fechamento do bimestre:
CONSIDERAÇÕES SOBRE AVALIAÇÕES E NOTAS
Fechar o bimestre é a tarefa mais difícil e chata para mim,
enquanto professora. Avalio o tempo todo e troco percepções, porém
colocar isso em algarismos é outra história. A nota é injusta por
fundamento. É desumano definir em um número frio e vazio o processo
de aprendizagem de alguém, o qual mal conheço.
Tenho cerca
de 200 alunos a cada semestre. Dificilmente consigo aprender o nome
da maioria. Leio com carinho e atenção todas as tarefas que me
entregam, dando dicas para melhorar o aprendizado. No entanto, quando
dou a nota, geralmente sinto mal estar, como se algo estivesse
errado. E está! Esse é o momento mais conflituoso da relação
professor-aluno. Todo o trabalho que faço de inclusão, apoio mútuo,
compreensão, diálogo e estimulação se perde um pouco quando
chegam os “resultados”. Ninguém quer ser julgado como um número!
É justo que os estudantes se sintam injustiçados. Às vezes até se
acham perseguidos (muito comum na adolescência). Mas o que fazer?
Sempre há coisas que não gostamos no trabalho, na casa, nas
relações, no sistema. Maturidade é saber lidar com isso, fazendo
escolhas e assumindo responsabilidades. Então, lido da seguinte
forma com essa chatice de nota: uso como instrumento para estimular a
dedicação ao estudo. Gosto de dar pontos extras por isso. Quanto
mais a pessoa consegue fazer mais ganha, sem limites. Aqueles que têm
dificuldades, por diversos motivos, deixam de ganhar alguns pontos,
mas sempre podem ganhar outros e vencer os obstáculos do sistema.
Nessa perspectiva, a nota entra como pontuação de jogos, para
estimular a brincadeira, sem o peso de avaliar ou definir a pessoa.
Gostaria que internalizassem essa percepção mais lúdica das notas
para o processo de aprendizagem de vocês ser mais leve, saudável,
feliz e nossa relação ficar cada vez melhor.
Lembrem sempre
do nosso principal motivo de estarmos aqui: APRENDER. O que
aprendemos ninguém nos tira nem se perde. A avaliação é
importante nesse processo, com ou sem nota. Faz parte da troca, do
autoconhecimento e do aperfeiçoamento pessoal ou coletivo. Estou
aberta à avaliação de vocês, pois quero estar sempre melhorando
meu trabalho e minha ação no mundo. Com diálogo, amor e dedicação
construiremos uma aula, uma escola e uma sociedade cada dia mais
satisfatória para todos. “Sonho que se sonha junto é realidade”
(Raul Seixas)
AVALIAÇÃO E NOTAS NA PANDEMIA
As dificuldades no
processo de avaliação estão aumentadas na pandemia. Fomos todos
surpreendidos e estamos nos adaptando, sem certezas ou controle. Como
avaliar e dar notas neste contexto em que o novo e o precário nos
cercam cotidianamente? Que parâmetros usar? Qual nosso objetivo
aqui? Onde queremos chegar? Essas questões estão presentes
constantemente enquanto elaboro, corrijo e dou notas em tarefas,
tornando esse processo mais lento e angustiante. Mas como evitar essa
reflexão? Como professora de Sociologia devo estimular o senso
crítico, a reflexão e desnaturalização das relações e padrões
estabelecidos.
Como docente fiz a escolha de usar a avaliação
e a pontuação para estimular o estudo. Aprendi que se dou nota alta
para todos, os estudantes se sentem pouco reconhecidos. Por outro
lado, quando dou notas baixas, ficam com raiva da disciplina, de mim
ou de si mesmo. Nos dois casos, a produção tende a cair e, em
consequência, o aprendizado também. Então, procuro fazer tarefas
diversas que mobilizem recursos variados, de modo que todos, com suas
facilidades e dificuldades distintas, consigam realizar uma média
razoável de trabalhos. Claro que sempre têm aqueles que fazem tudo
e tiram notas acima de 10 pontos. Também é recorrente uma pequena
porcentagem de alunos que ficam abaixo da média. Isso era fácil de
resolver, adequando os exercícios seguintes, com graus de
dificuldades diferentes, dentro da zona de desenvolvimento de cada
grupo. Dessa maneira todos eram estimulados no que precisavam e davam
conta. Além disso, sempre estimulei a troca de conhecimentos com
atividades coletivas.
Agora, como fazer isso na quarentena? As
primeiras atividades coletivas me decepcionaram um pouco. Por outro
lado, as últimas me deixaram razoavelmente satisfeita. Todas me
deram muito trabalho para orientar e corrigir. Levei muito mais tempo
do que eu esperava e entrei muito mais em crise para fechar o
bimestre. É claro que tenho outras demandas em casa e existenciais,
das quais era livre antes. Mas o que me incomoda profundamente na
condição atual é a sensação de impotência frente aos excluídos
do processo. O que podemos fazer com os que estão com acesso remoto
limitado? O que essas pessoas estão passando? Será que o aluno
deixou de fazer por escolha ou falta dela? A nota baixa vai
estimulá-lo a correr atrás do prejuízo ou vai desanimá-lo geral?
Por outro lado, tem aqueles que fizeram tudo, mas com um grau de
dificuldade baixo (já que à distância minha condição de apoio é
menor). A nota muito alta vai reforçar o comportamento dedicado ou
gerar apatia por sentirem que já sabem tudo o que precisam?
Estou
compartilhando esses dilemas, para ter empatia e apoio de vocês.
Juntos somos mais fortes e sábios. Nosso objetivo principal é
comum: O APRENDIZADO PARA A QUALIDADE DE VIDA DE TODOS. Recebam as
notas com esse olhar, para crescerem e se apoiarem. Ela é um
recurso, um meio, um índice de pesquisa, jamais um fim em si.
Estamos todos sempre em processo de formação e desenvolvimento. O
fim é a morte. Queremos viver, crescer, amar, trocar, criar, semear,
sonhar, inovar, entre tantas outras coisas que nunca caberão em um
número frio e burocrático. Somos muito mais! Sigamos juntos, de
mãos dadas.
segunda-feira, 20 de julho de 2020
4 meses de quarentena e volta às aulas com dengue
é realmente uma provação esta quarentena. Além da extensão, a ansiedade e insegurança, também tive muitas questões que também afetaram minha disposição física. Estou exaurida com os cuidados de 4 filhos e da casa sem apoio profissional, com o longo sangramento do aborto e agora ainda veio a dengue. A princípio suspeitamos de covid, pois os sintomas são parecidos. Fiquei uma semana isolada totalmente, com meu marido deixando comida, água e remédios na porta do quarto, até sair o resultado do exame. Nesse período continuei trabalhando, porque apesar das dores e a fraqueza, ainda conseguia sentar. Conversar com vocês me animava e elaborar tarefas me mantinha ocupada, ajudando a esquecer o isolamento. Quando saiu o resultado foi um alívio poder voltar a abraçar as pessoas e andar pela casa. Porém, as dores de estômago, os vômitos e diarreias ficaram mais fortes. Fiquei tão debilitada que acabei entrando de licença médica. Fiz várias consultas com médicos diferentes, por meio de telemedicina, para ver se melhorava minhas dores, agora lancinantes. Praticamente não conseguia reter nenhum alimento. Fui ficando cada vez mais fraca e com mais medo de ir ao hospital e pegar covid. Fiz exame de abdômen total, no qual vimos sequela na vesícula biliar, o que explica as dores fortes. Tenho mais uma consulta marcada e devo continuar mais essa semana de licença médica. Sinto muito por isso, mas entendo que o maior aprendizado dessa quarentena é o do cuidado, seja pessoal, coletivo ou sistêmico. Nossas tarefas e projetos apontam também nesse sentido. Agora, vamos fazer o exercício de relacionar essas tarefas e encontros sobre o cuidado e a pandemia com o conteúdo sociológico propriamente dito. Começaremos resgatando o que já estava sendo ensinado antes da quarentena, com a leitura das postagens anteriores e comparação com as tarefas recentes. Qual a relação? Como vocês entendem ou quais as suas dúvidas de tudo o que foi visto até agora? Na próxima semana, discutiremos essas questões nos encontros por meet nos horários previamente definidos de acordo com a grade passada pela direção:
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As duas últimas turmas foram unidas para evitar choque com o projeto do professor de geografia e também dar um quantitativo maior de alunos nas reuniões semanais, já que o 2i tem apenas 10 alunos frequentes.
Estamos todos nos acostumando a essa nova realidade que não escolhemos, mas é o que temos para hoje. A nossa saúde e segurança são o que mais importa no momento. Faremos o nosso melhor, de modo a aprendermos o máximo possível com as adversidade.
Grata pelo apoio e compreensão. Juntos somos mais fortes!



























